A Floresta da Morte

18_13

Por em 2 de fevereiro de 2018

Como é a morte? Todos devem imaginar claramente um esqueleto com um roupão preto maligno com uma foice, mas não… eu há vi com meus próprios olhos… vi minha vida passando lentamente.

O ano estava acabando e chamei meus amigos para curtir um feriado prolongado. Iríamos ficar na minha segunda casa no Texas. Chamei meus quatro grandes amigos mesmo sendo loucos até porque diversão sempre tem um espaço no banco. Fomos cantando músicas antigas durante a viagem até que vi um senhor ajoelhado de frente para o carro. Paramos e ele foi falar comigo.

– Eles estão vindo! Por favor não cause discórdia nesse território, se não eles irão te buscar.

E saiu correndo. Eu ignorei e sai do carro. Meu amigo Kurt disse que devia estar bêbado para falar isso. Chegamos na casa e colocamos nossas malas nos quartos. Enquanto preparavam o almoço fui dar uma volta com Kurt. Estava tudo em ordem logo algo estava diferente. Bem no bosque havia um túmulo cheio de flores, velas, e duas caveiras.

– Que isso? Algum tipo de vodoo? Perguntou Kurt.

– Não… me parece que alguém faleceu. Respondi me aproximando.

Na cripta estava escrito ” B.Y.E” e morte (Séc I – Séc. XXI).

Isso estava muito estranho. Kurt pegou os dois crânios e parecia humanos. Até que eu disse para voltarmos que o almoço já deveria estar pronto. Ele largou os crânios no chão e foi. Fomos caminhando até que ouvimos uma melodia. Uma voz linda e doce, ela cantava porém sem nenhuma letra. Assobiava e o eco de sua voz encantava o verde das árvores. Ficamos parados para ver quem era. Ao virar para trás era uma mulher. Grandes cabelos brancos, pele totalmente pálida, com um grande arco e flecha cristalizado. Havia uma máscara em seu rosto com apenas dois olhos e nariz. Ficamos assustados até que ela falou:

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– 10 segundos…

Não entendemos e foi passando o tempo. Ela pegou seu arco e apontou para meu amigo. Uma flecha foi se criando ao passar do tempo.

– Vamos… correr… agora! Disse eu.

Corremos até sair da floresta, mas foi tarde. 10 segundos… e ela foi saltitando atrás do Kurt. Mirou exatamente em seu crânio e disparou. Fiquei distraído e acabei tropeçando na pedra. Ao me levantar ela estava me olhando. Tocou em meu rosto e olhava atenciosamente. Me levantei e sai correndo.

– Vocês não tem como escapar das flechas da morte.

Gritei todo mundo desesperado e viram o movimento. Saíram e minha amiga Kat perguntou:

– O que houve? Cadê o Kurt?

– Está morto!! Fomos caminhar na floresta e nos deparamos com uma mulher louca, usava uma máscara e atirou nele com uma flecha. A gente precisa sair daqui!

O velho que esbarramos na hora da chegada veio com cara de assustado. Me viu e apontou para mim:

– Você perturbou a morte!! Agora estamos todos condenados e na mira da branca!!

Iríamos começar a discutir mas aquela voz suave e doce enriqueceu o local. Todos pararam e eu e o velho já sabia quem era mas o resto não.

– Gente, vamos para dentro da casa.. agora!!

Corremos e trancamos a porta. Ficamos na sala e eu perguntei para o velho:

– O quê você sabe sobre aquilo?

Ele riu e pôs a mão na cara e começou a contar.

– Aquilo se chama a morte. Aqui sempre foi um lugar amaldiçoado. No primeiro século a morte andava por essas terras pegando almas. Mas estava muito sozinha e acabou se afastando de tudo. Agora em nosso século ela se dividiu em dois e criou-se um amigo para acabar com sua solidão. A morte branca é a morte lenta e dolorosa. Ela gosta bastante de olhar para sua vítima enquanto mata lentamente com suas flechas.

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– Tá mais e a outra? Disse interrompendo Zoe.

– Vamos sair daqui… disse o velho se levantando do sofá.

Não dizemos nada só ouvimos o piso fazendo barulho. Nos afastamos para os lados e Zoe gritou. Ao olharmos estava a outra morte. Tinha cabelos longos também porém escuros, sua pele estava morta, suas veias saltavam para fora com suas garras afiadas. Seu pescoço e braços estavam com correntes e não havia armas. Usava também uma máscara com dois olhos e um nariz. Ele a agarrou e sumiu com ela pela parede e o que sobrou dela foram os gritos que amedrontrava a sala pelo seu desespero.
Saímos pela porta dos fundos e fomos de volta à floresta.

– Essa é a morte preta, a morte rápida e sem um pingo de misericórdia. Ela devora suas vítimas com os pecados cometidos pela pessoa.

Até que o velho parou de correr. E um silêncio tocou no bosque.

– O que há velho? Viu algo. Disse Will.

– Não contei algo para vocês…

Ele abaixou a cabeça e disse:

– A morte nunca anda sozinha, ela não dá conta de todas essas pobres e podres almas perdidas… ela precisa de um guiador…

Ficamos com medo. Então ele se virou e seus olhos ficaram pretos.

– Eu conheço a história deles faz milênios. Eu vivi e nasci com eles, por isso eu ajudo eles.. eu queria ajudá-los mas eles dizem que suas almas estão sujas de mentiras e pecados e precisa ser purificados. Eu sou o Caronte, o barqueiro do inferno.

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A vontade de correr do velho bateu, mas era tarde demais… a morte veio saltitando enquanto a outra se manifestava pelo chão. O Caronte sumiu e ficou apenas a morte. Então elas começaram a dançar. A branca cantava uma linda música que encantava até os céus.

– Branca… promete nunca me abandonar nesse mundo?? Eu estou com medo desse novo mundo…

– Ora minha doce escuridão, eu nunca te abandonarei, essa decisão és estapafúrdia. Eu irei te apoiaste nesse novo mundo.

Ela sacou rapidamente seu arco e nem deu tempo de piscar. Deu três flechadas no corpo do Will. Eu fiquei amedrontado e sem nenhum movimento. Tremia frio e não sabia como lidar.

– Você, o último. Eu decidi te poupar para o juízo final aqui. Você tem a alma mais pobre de todos… seu hipócrita… tão deplorável! Os pecados que fez aos seus “amigos” é imperdoável. Você morrerás lentamente enquanto é esfolado rapidamente.

Eu chorava, ajoelhei para pedi perdão e fui respondido com uma flechada no ombro.

– Nós te perdoamos… mas eles não.

A alma de meus amigos me puxava para baixo. Eu gritava e pedia misericórdia mas não adiantava. A morte me assistia sendo arrastado para o inferno.

– Branca, vamos para casa, eu estou muito cansado. Serás que estou doente?

– Preta, você já estais morto, não tem como ficais doente.

– É mesmo.

– Vamos embora, preciso de sua companhia…


Esta obra é de propriedade intelectual do Clã do Terror. É proibida sua reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização.

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