A morte sorriu para mim

By on 24 de janeiro de 2018

Parte I

Dizem que ao longo das margens do mar escuro habita um ser maligno que se esconde na encosta da montanha submersa e que o mesmo guarda valiosos tesouros jamais vistos por olhos humanos. Almas corajosas que há muito ansiavam por uma aventura encontraram seus temerosos fins em busca deste lugar aterrador.

Muitos homens corajosos navegaram em busca de glória e riquezas, mas o que encontravam no fim de seu destino era morte e ruína.

Jovens com sonhos estonteantes de conquistas ainda buscam o selo da glória em seus corações e ainda continuam a marchar nesse vale de profundo desespero.

A muito tempo, quando o sol ainda era jovem e a primavera sorria nessa terra, vagavam seres desconhecidos e que confundia a mente daqueles que ansiavam por poder.

Parte II

Um jovem outrora muito destemido caiu na lábia dessas temerosas entidades corruptíveis, tais criaturas diziam que existe uma ilha com riquezas incalculáveis e que se qualquer jovem de coração puro tomar posse de objetos tão valiosos certamente seria o dono de todo o mundo, as palavras das criaturas pareciam arranhar a alma do jovem com profundas crenças que jamais ninguém sequer tinha conhecimento. Mesmo com todos os desafios que o rapaz poderia encontrar, o corajoso indivíduo montou uma jangada e partiu em direção da ilha prometida.

Parte III

Em alto mar era possível avistar a presença de seres espectrais que vagavam linearmente em todos os sentidos, antigos guerreiros que batalharam a muito tempo erguidos nas águas com corpos exageradamente machucados e em punho com suas lanças ensaguentadas. Era possível sentir o cheiro de sangue no ar enquanto navegava em direção ao meu objetivo.

O crepúsculo ao longe se mostrava o ponto alto do meu êxtase final, não tinha mais forças e não dava para continuar, a névoa criscia conforme as tímidas gaivotas iam desaparecendo no horizonte. Aparições de antigos guerreiros mortos continuavam a se mostrar mais nítidas, seus corpos mutilados, olhos para fora de seus crânios amassados, braços decepados, barrigas escorrendo as tripas dilaceradas por seus inimigos de outrora.

Um desmaio súbito me acalenta em seu humilde aconchego, continuo boiando por horas a fio. Depois de algum tempo eu sinto que despertei, porém o frio deste lugar não passa, não consigo ver nada, está tudo muito escuro, não sinto dor só frio, não escuto nada só sinto esse maldito frio arrebatador, depois de algumas horas inerte neste estado conflituoso entendo a minha situação.

  • Então é assim que a morte é.        

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