Shadow Autor #29

By on 31 de dezembro de 2017

Antes iniciarmos a premiação de mais uma obra do Shadow Autor, venho desejar um Feliz 2018 Para todos os Membros e Staff da Creepypasta Br, e que essa nossa parceria continue melhorando cada vez mais nesse misterioso 2018.

Um Abraço do Pai do Clã.


Olá minhas crianças, dormiram bem?

Eu amo vaquejadas, desde pequena me fascino pelos vaqueiros, cortando o sertão para buscar o gado. Meu avô era vaqueiro, meu tio é vaqueiro, meu irmão está seguindo os passos para se tornar um… Eu bom eu me arrisco nos cavalos derrubando bois nas festas de vaquejada…

Estávamos correndo a cavalo eu e meu irmão por meio a caatinga, estávamos nem aí para os espinhos e animais peçonhentos típicos da região, estávamos atrás de um boi que havia fugido do rebanho. Iríamos levar o gado de volta para o curral, eram quase 18 horas. Estava escurecendo, meu tio levou os outros animais enquanto meu irmão e eu corriamos atrás de um que se assustou e se embrenhou na mata.

Estávamos correndo rápido pois era um daqueles bois bravos, pois se ele chegasse em outras casas poderia machucar ou até matar alguém. O cavalo do meu irmão se assustou com uma cascavel de olhos vermelhos que apareceu no meio do caminho e voltou com ele em disparada e eu prossegui.

Meu cavalo estava sangrando muito por conta dos espinhos e a lua iluminava o meu caminho. Naquele instante senti um arrepio, e ouvi como se estivesse um cavalo correndo atrás de mim, continuei o caminho achando que era meu irmão. Apertei a espora em meu cavalo para ir mais rápido, olhei em meu relógio e marcavam 18 horas em ponto. Ouvi um grito vindo atrás de mim, era um vaqueiro, ele estava todo encouraçado e seu arreio era de ouro. O seu cavalo era negro como a noite… ele passou por mim e parou o seu cavalo em frente ao meu.

Seus olhos eram negros, me encarava como se me conhecesse. Eu estava com medo, ele deu uma gargalhada estrondosa e saiu em direção ao boi perdido. Eu sai em seguida, o caminho em meio a mata que foi se tornando menos denso, cheguei até uma vila, o outro vaqueiro havia desaparecido do nada, junto com o novilho.

Aquela vila era muito estranha, tinha um ar negativo, parei em frente a igreja para descansar um pouco, meu cavalo estava muito machucado e precisava de água para beber. A vila estava deserta, a igreja com as portas trancadas, ouvi vindo dali orações e lamentos, no fim da rua ouvi um grito de aboio que me arrepiou por todo, meu cavalo consegiu se soltar e saiu dali em disparada.

Vi ao longe aquele vaqueiro, vindo em minha direção, fiquei parada imóvel junto a cruz. Aquele vaqueiro parou o seu cavalo em frente as escadas da igreja e ele não podia subir ali… ele deu várias voltas ao redor da igreja e me disse com uma voz demoníaca:

“Servi a Deus por anos, e ele como castigo me deu este destino. Fui pobre, trabalhei a vida inteira para sofrer, vim me vingar dessa gente ingrata, que me humilhava, só me fez sofrer. Você tem coração puro, mas usa a vaquejada como diversão, não tem o gosto de ter o sol no rosto, mas hoje você mostrou valentia, seu falecido avô se orgulharia de você. Ele não teve esse mesmo destino que mesmo em baixo da terra eu pude ter. E essa gente que não vale nada hoje chora por tudo que passei. Eles não morrem, para pagar o castigo que me fizeram.”

Depois de dito ele cantou esse aboio vaqueiro:

🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀

Aoooooóoooooooooooooooooo

Fui um vaqueiro afamado

Depois de velho e cansado

Eu me senti obrigado

a abandonar meu sertão.

E como recordação

Do meu tempo de criança

Eu guardei como lembrança

Chapéu, perneira e jibão…

Para a fazenda eu olhei

Me despedi dos terrenos

Que tanto eu campeei…

🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀🕀

Naquele instante o vaqueiro saiu em disparada, e sumiu em meio a noite. Eu saí em busca do meu cavalo que estava assustado. O encontrei em um campo de pasto. Senti uma força maligna atrás de mim, montei em meu cavalo rapidamente e saí.

Ouvi como se vários cavalos estivessem atrás de mim, tentei voltar a vila mas o lugar havia desaparecido. A igreja era apenas uma ruína, me embrenhei na mata novamente, estava perdido e sem saber até onde ir, saí errante e sem rumo, olhei para trás para ver o que estava me perseguindo e haviam esqueletos montados em cavalos e a frente o vaqueiro dos arreios de ouro.

Apertei as esporas em meu cavalo para ele andar mais rápido, e ouvi ao longe meu tio gritar por mim, fui em busca dele desesperada. Numa clareira estava o meu tio com uma imagem de Nossa senhora Aparecida e meu irmão com uma cruz. Eu estava assustada com tudo aquilo.

Meu tipo perguntou como eu estava, eu disse que estava bem e me entregou um rosário e me mandou rezar com fé… os cavalos nos cercaram mas não podíamos vê-los. Eu puxei a oração com a voz trêmula e com medo. O vaqueiro de olhos negros desceu de seu cavalo e nos encarou. E sumiu.

Meu tio nos levou correndo para casa e lá ele explicou que cascavel quando aparece a noite por ali não é coisa boa e ainda mais com olhos vermelhos. E nos disse que depois das 18 horas qualquer gado que estiver na floresta pertence ao vaqueiro pois é uma recompensa por tudo que ele fez e que a vila que vi era onde ele morava e foi humilhado depois de tet ajudado todos por lá.

#Fim

Autor: :crown: Srta Winchester :crown:30

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