SHADOW AUTHOR #24

SHADOW AUTHOR #24

Por em 19 de novembro de 2017

Olá caro membro da legião do submundo, trago hoje para você mais creepypasta do evento Shadow Author que é realizado na Comunidade CreepypastaBr, confira a baixo!


Sou uma simples menina, com olhos castanhos e pele clara. Moro em um orfanato normal, onde crianças pulam e correm alegremente… Até uma nova coordenadora assumir o orfanato.

Eu brincava com algumas crianças e me divertia, adorava correr e pular. Nunca conheci o ventre de onde sair, por que não citei a palavra “mãe”? Porque não foi ela que me criou, sempre ausente, nunca tinha tempo para mim. E o homem classificado como “pai”? Nunca nem olhou para mim. Esse triste acontecimento não me apavora nem me entristece,  sou forte e quase nunca choro ou tenho medo.

Voltando ao orfanato: A nova coordenadora era horrível, tinha prazer em ver o  medo no rosto das crianças. Aquele lugar que era para ser o novo lar de crianças que foram abandonadas, passou há ser território proibido.

Ela havia mandado deixar apenas as crianças mais resistentes no orfanato, mandou também dividirem os quartos para apenas duas crianças ficarem, pois ela diz que não teria muitas crianças resistentes.

Eu fui uma das tais crianças resistentes, tive Maru como meu colega de quarto. Um garoto legal, divertido, mas… Após ter feito uma travessura com a coordenadora, foi mantido preso apenas com pão para se alimentar. Ele não durou muito… Faleceu na terceira semana.

Tenho certeza que escutei ele gritar no mesmo dia em que ele morreu. Me pergunto se ele tinha gritado porque sabia que estava prestes a morrer. É triste saber que um amigo morreu,  sonhei com Maru gritando, me pergunto várias vezes por dia o motivo para ele ter gritado.

Na quinta semana com a nova coordenadora, foi ordenado por ela que cada criança passasse pelo o que Maru passou, como exemplo de como deve se comportar no novo orfanato. Quando chegou a minha ora de passar por aquele sufoco, tive uma sensação estranha. Eu estava com medo, uma vez em quatro anos senti medo.

Assim que entrei na sala onde ficaria por cinco semanas, as portas se fecharam rápido, mas não rápido o suficiente para deixar o meu medo do lado de fora. Era fedorento, escuro e tenho certeza que ouvir um barulhinho de alguém respirando. Me sentia em uma caverna com morcegos prontos para me devorar.

Não consegui dormir naquele lugar, não tinha janelas por isso era tão abafado. Quando estava sentadinha no chão abraçada com as pernas, escutei um barulho de rato, olhei ao redor e não tinha nada. Passaram-se alguns minutos quando eu escutei um outro barulho.

O barulho era de alguém comendo, olhei em volta e vi algo na escuridão daquele lugar. Vi o que parecia uma perna bem magra, depois o que tinha na escuridão saiu e olhou para mim, era um ser magro, estranho, com uma espécie de garra e com a boca ensanguentada.

Será a carne de Maru que aquele bicho estava comendo? Será por isso que Maru gritou no dia de sua morte? Será que era a carne de alguma outra criança ou de um animal? Fazer essas perguntas me fez ficar mais apavorada, pensei que eu era forte mentalmente, mas me enganei.

O ser se aproximou de mim e me mordeu, eu gritei mas ninguém veio me ajudar. Senti a minha pele rasgar, ele estava arrancando ela que nem um animal e depois mastigava. Minha pele ardia, o sangue escorria por todo o corpo.

Olhei para os grandes olhos brancos do bicho que estava me matando e me lembrei da coordenadora. Sabia que ia morrer, pensei que sobreveria e “dançaria” na cara da morte, infelizmente as coisas nem sempre são como a gente deseja.

Minha última visão foi da coordenadora do alfanato na porta olhando o meu sofrimento e o apreciando.

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