Amigo imaginário

Amigo imaginário

Por em 28 de outubro de 2017

Ele sempre esteve comigo, não sei como, não sei o porquê, mas sempre esteve. Ele diz que seu nome é Carlos! Lembra um pouco o meu nome sabia! Ah desculpa, esqueci de me apresentar, Sou Caroline!
Somos parecidos em quase tudo sabe, temos um tipo de ligação tão forte. Isto me assusta um pouco, mas gosto dele, não quero deixá-lo partir. Pois além de tudo ele é meu fiel companheiro! Não desde quando eu nasci, mas desde quando perdi minha adorada tia… isto ainda muito me emociona. Mas enfim, ele me faz me sentir bem, me sentir especial! Só é um pouco estranho não poder fazer as mesmas coisas que eu, ele só me observa, me escuta, sorri e some. Já até me acostumei com o jeito estranho dele, rs.
Por várias vezes pergunto de onde ele veio, quem são seus pais, qual a casa dele aqui na rua (pois ele sempre está por perto), mas ele sempre some, aff. Medroso. Só diz para mantermos segredo sobre a presença dele, pois vão nos separar de novo. (De novo? É doido mesmo, rs.)
Mas, um belo dia, minha mãe apareceu de surpresa e me viu conversando com ele. Ela olhou para um lado e outro, não viu ninguém e me perguntou:

-Quem está aqui com você?
-Ninguém mãe. Estou falando com minhas bonecas.
-Hum! Ok.

(Ufa, foi por pouco)

Mas por várias vezes ela viu estas cenas, e acabou comentando com o meu pai! Como sei disto? Tivemos uma séria conversa.

-Filha, você tem um amigo imaginário?
-O que é isto pai?
-Um alguém que só a pessoa que tem consegue “ver”.
-Por quê isto acontece pai?
-É uma fase da idade, ou quando a pessoa se sente sozinha, cria isto.
-Pois pai…

(Carlos apareceu por trás dos meus pais e fez um sinal com o dedo querendo dizer “não”)

-Tenho não pai!
-Ok filha. Qualquer coisa fale com sua mãe, converse mais com ela do que com suas bonecas.

(No mesmo dia, ao passar na sala de receber visitas, sem querer, acabei pegando eles conversando)

-Será que está na hora de darmos um irmão ou irmã para ela?
-Ainda não superei aquela perda…
-O QUE VOCÊS ESTÃO ME ESCONDENDO?
-Que coisa feia filha, ouvindo conversa dos adultos! O que foi que eu te ensinei?
-Desculpa meus pais, passei sem intenção de ouvir, mas ouvi, quero saber, exijo!
-Filha… você tinha um irmão gêmeo. Assim que vocês nasceram, a sua tia pediu ele, pois ela tinha perdido um filho que nem nasceu. Aí como queríamos mais uma menina do que um menino o damos. Mas teve aquele acidente… e sua mãe acabou se arrependendo, pois ele assim como você foi xereta e ouviu o que não devia, e ficou odiando todos nós três, e fez besteira. O acidente foi proposital… não foi um acidente de transito como havíamos lhe falado. Ele se matou, e a sua tia não suportou a perda e se matou da mesma forma…

A expressão de horror de Caroline foi inevitável, apesar de já ter seus 10 anos, aquilo era demais para ela.

-Ah filha, o nome dele é Carlos!

Caroline saiu correndo dali, e foi chorar, até que Carlos veio e apareceu lhe entregando algo que havia escrito:

-Entende por que te pedi para não falar de mim? Agora vão nos separar de novo…
-NÃO VÃO! NÃO VOU DEIXAR! NÃO VOU DEIXAR! QUERO IR COM VOCÊ!

Carlos fez um gesto e Caroline entendeu que era para o fazer, e fez…

Quando os pais chegaram no local viram a cena trágica! Caroline no chão já sem vida, com os pulsos cortados e na parede escrito:

“JUNTOS PARA TODO O SEMPRE! COMO SEMPRE TEVE QUE SER”

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