Evento Psicose-Creepypasta Br

By on 18 de março de 2017

Olá caro membro da legião do Submundo, hoje trago para você o resultado do evento que aconteceu na comunidade Creepypasta Br .

Se você não conhece essa maravilhosa comunidade que é baseada em crepypastas, e contos de todos os tipos, não perca tempo clique aqui.

Primeiramente dou meus parabéns ao ganhador e aos que não ficaram com o primeiro lugar, fique tranquilo haverá novos eventos


Antes de você ler está obra prima, conheça quem é o autor 

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Nome: Marcelo Vieira

Resenha do Autor

Ele é um escritor de mão cheia, você encontrará creepypastas muito boas no perfil dele dentro da comunidade. Nós do Clã do Terror, ficamos horados em poder postar uma creepypasta tão fantástica como essa.


Meu primeiro amigo (Autoral)

Sempre fui uma pessoa com dificuldades em se socializar, tenho 17 anos e posso dizer que nunca conheci alguém que realmente poderia chamar de amigo.

Minha família também não dá muita importância, contanto que eu não me mate ou não machuque outras pessoas, eles não estão nem aí.

Minha vida é um completo vazio, uma imensa escuridão. Mas a pior coisa, é não sentir nada. Se não tenho um coração, então o que bate em meu peito? Qual o problema comigo? Porque nasci? Eu não sei…

Meu dias são monótonos… bem eles eram, até aquele dia. Lembra quando disse que não tinha amigos? Não é necessariamente verdade, o problema é que ele só aparece quando quer e só eu consigo vê-lo.

Tudo começou a mais ou menos duas semanas, estava em meu quarto deitado, me perdendo em meus pensamentos. Foi quando ouvi chamar meu nome.

– Taylor… Taaaaylooor…

Era uma voz fina e trêmula, semelhante a minha, cantarolava meu nome.

Olhei ao meu redor, mas não encontrei ninguém.

– Estou bem aqui, em sua frente.

A voz voltava a me chamar, confesso que fiquei assustado, aquilo não era normal. Cheguei a ficar de pé, olhei novamente para todos os cantos, mas novamente, não havia ninguém.

– Venha… olhe no espelho…

Movido pela curiosidade, me aproximei do espelho. O encarei por longos 5 segundos, era o meu reflexo que estava ali, mas não era eu.

– Quem é você?

Logo perguntei, já não havia mais medo, apenas curiosidade e aquilo me respondeu em seguida.

– Hehehe garoto esperto. Sou seu novo amigo, vim para acabar com sua… não, com a nossa solidão.

Após dizer aquilo ele sorriu, nunca me vi sorrir, mesmo sendo estranho, me senti feliz.

Os dis foram passando e fui me acostumando com sua presença. Fomos ficando cada vez mais amigos, tínhamos tudo em comum, era como se fossemos a mesma pessoa. Meu coração finalmente voltou a bater, não estava mais sozinho.

Tudo corria bem, porém minha família que até então não se importava comigo, veio reparando na minha estranha forma de agir. Tinham certeza que eu havia enlouquecido e para que eu não manchasse a reputação da família, decidiram me internar.

Fui mandado para um hospital psiquiátrico do outro lado do país, agora estava preso em um lugar nojento com pessoas mentalmente estáveis. Parecia até que estavam testando minha sanidade.

Mas não importa, mesmo que me mandem para qualquer lugar do mundo, Taylor sempre estará comigo.

Os primeiros dias naquele lugar foram um inferno, parecia uma prisão, havia horário para tudo, quase nada era permitido e tratavam os pacientes como lixo.

Grande parte das pessoas que residem neste hospital, nunca mais irão embora, seus parentes às abandonaram para morrer aqui, pois sabem que elas estão perdidas na escuridão de suas mentes.

Tentei agir os mais normal possível, mas os médicos notaram minhas conversas em frente ao espelho.

Deduziram que os remédios não estavam fazendo efeito, decidiram então recorrer a algo mais forte. Foi então que me mandaram para o isolamento.

Era um quarto sem cama, sem privada e sem iluminação, era um quadro escuro. Fiquei encolhido encostado na parede por horas.

– Taylor você está aí? Taylor? Por favor… eu preciso de você…

Minha voz estava mais trêmula do que o normal e meus olhos estavam se enchendo de lágrimas. Foi quando eu ouvi.

– Não chore… eu estou aqui… sempre estarei ao seu lado.

– Aguente firme, iremos passar por isto juntos.

Não sei quanto tempo eu fiquei lá, talvez algumas horas ou talvez um dia, mas parecia uma eternidade. Após sair do isolamento, por questões de saúde fui internado.

Taylor e eu ficamos um tempo sem nos falar, desejava nunca mais ir para o isolamento.

Quando estava no banheiro, Taylor apareceu e me disse para encontrá-lo às 13:00 horas no telhado, pois queria conversar comigo.

Pontual do jeito que sou, cheguei no horário, ele estava ali parado, olhando para o céu.

– A vista daqui de cima é fantástica, a paisagem então… se aqui não fosse um manicômio seria o lugar perfeito para se viver hehe.

– Tem razão, mas não vejo a hora de ir embora, voltar para casa e esquecer este lugar.

– Mas tenho certeza que não me chamou pra vir até aqui para me falar sobre a paisagem não é?

– Você está certo, tem algo que preciso lhe contar… sinto que vou desaparecer, portanto gostaria de me desped…

O interrompi no meio de sua fala.

– Você não pode ir… disse que seríamos amigos para sempre… talvez tenha um jeito de continuarmos juntos. Faço qualquer coisa, só não me deixe sozinho…

Taylor se aproximou da beirada e com um simples sinal, me chamou para que ficasse ao seu lado.

Com uma voz calma e tranquila ele me disse.

– Feche os olhos e respire lentamente. Transforme a escuridão ao seu redor em luz, respire e respire.

– Agora pule… Pule… Pule… Pule… Não tenha medo, apenas pule…

A voz de Taylor estava cada vez mais lenda, cada vez mais baixa.

– Pule… pu… le… pu…

Até o momento em que eu não consegui mais ouvi-lá. Minha mente estava em um silêncio absoluto.

Segundos depois abri meus olhos, olhei para baixo e vi meu corpo caído no chão todo ensanguentado.

Olhei para o lado e Taylor não estava mais lá, ele havia ido embora, havia me deixado.

Foi então que eu percebi que aquele Taylor nunca existiu, era apenas uma ilusão criada por minha mente afim de acabar com minha solidão.

Ainda sim, aquela amizade inexistente me fez feliz, nunca me senti tão em paz e tão livre para ir embora.

– Obrigado Taylor… Obrigado…


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