Sanatório de Waverly Hills

By on 6 de março de 2017

Em 1900 um surto de tuberculose atingiu a cidade de Louisville, no estado americano do Kentuck, o que fez as autoridades providenciarem um hospital com a finalidade de cuidar dos doentes. Assim, em 1910, um sanatório de madeira de dois andares foi inaugurado, que consistia de um edifício administrativo/principal e dois pavilhões ao ar livre, com capacidade para 20 leitos, totalizando 40 leitos, para o tratamento de “casos iniciais”.

Como os casos de tuberculose só aumentavam, foram adicionando mais e mais leitos, até que ele chegou a ter 150, sendo que 50 pertenciam ao pavilhão infantil.

Como a manutenção da estrutura de madeira do local consumia recursos e tempo e não suportaria mais leitos, as autoridades decidiram fazer um grande hospital com 5 andares e com espaço para mais de 400 leitos, que foi inaugurado em 1926. Durante os 17 anos seguintes, milhares de pacientes passaram pelo local e muitos deles morreram.

Com a introdução da estreptomicina (primeiro agente específico efetivo no tratamento da tuberculose) em 1943, o número de casos de tuberculose foi reduzido gradualmente, até que não havia mais necessidade de um grande hospital. Os pacientes que restavam em Waverly Hills foram enviados para o Sanatório Hazelwood em Louisville. Assim, em 1961 o sanatório de Waverly Hills foi fechado.

O prédio foi reaberto em 1962 com o nome de Woodhaven Geriatric Center, uma espécie de asilo, que tratava desde pacientes com demência, dificuldade de mobilidade até grave deficiência mental. Woodhaven foi fechado pelo estado em 1982, que alegou tratamento negligente aos pacientes, como às vezes é comum nesses ambientes de instituições sob pessoal e super lotadas.

Em 1983 o prédio foi comprado por 3.005 mil dólares. A intenção dos compradores era convertê-lo em uma prisão de segurança mínima para o Estado do Kentuchy, mas o plano foi abandonado depois de muita reclamação dos vizinhos. Então foi proposto converter o hospital em apartamentos, mas dificuldades financeiras não deixaram o projeto sair do papel.

Em 1996, Robert Alberhasky comprou Waverly Hills e a área circundante com a intensão de reformar o prédio e construir no topo a maior estátua de Jesus Cristo do mundo, com mais de 46 metros de altura, além de transformar o local em uma capela. O plano não deu certo porque o dinheiro arrecadado com os fiéis foi muito pouco.

Finalmente em 2001, Waverly Hills foi vendida para Tina e Charlie Mattingly, sabendo que milhares de pessoas perderam suas vidas no local enquanto ele foi hospital e depois asilo, que transformaram o local em uma atração turística, uma casa assombrada, e ganham dinheiro com o ingresso que cobram para as pessoas e as diversas equipes de caça fantasmas que visitam o local.

“O túnel da morte”

Foi construído um túnel com 150 metros de comprimento que leva da base da colina até o hospital. Havia um conjunto de trilhos e um carro movido por um sistema de cabo motorizado para que suprimentos pudessem ser facilmente transportados para o topo por esse túnel, e a cada 100 metros havia dutos de ar que iluminavam o local.

Como não havia remédio muito eficiente contra a tuberculose, o tratamento no hospital geralmente consistia de lâmpadas de calor, ar fresco, água e muito pensamento positivo. Só que com a epidemia no auge, morriam muitos pacientes por dia, e não era uma visão muito boa testemunhar toda hora corpos passando na sua frente, por isso resolveram escoar os corpos por esse túnel, através do carrinho que levava os suprimentos. Os pacientes eram colocados neles e desciam para um carro de funerária que esperava na base.

” Alguns Fantasmas Locais”

O pequeno Timmy: No 5º andar ficavam os leitos das crianças vitimas da “Peste Branca” – como também foi conhecida a tuberculose – e um terraço chamado de Solarium, onde as crianças podiam brincar sem sair do isolamento do hospital. Entre as crianças estava Timmy, um menino que morreu aos dez anos e que gostava muito de brincar com as bolinhas que ficavam dispostas em um canto do Solarium. Gostava “tanto” da brincadeira que brincava mesmo depois de morto, pois as bolinhas se mexiam ou eram lançadas como se “alguém invisível” as jogasse, para o espanto das enfermeiras e demais criança.

Joseph Cottons: Um dos médicos, responsável pela área cirúrgica do hospital. Depois de assistir a morte de médicos e pacientes, ele radicalizou achando que tinha descoberto a cura ou, pelo menos, uma forma de abrandar a dor dos tuberculosos: Devido ao inchaço dos pulmões, as costelas eram pressionadas, causando dor e muitas vezes, por conta da fragilidade dos órgãos a perfuração dos mesmos. Joseph achou que serrando as costelas dos pacientes esse sofrimento cessaria. Já que a anestesia nas décadas de 20 e 30 não era algo considerado “eficaz”, muitos morriam durante a cirurgia. Após a morte de Joseph, no corredor do 4º andar (onde fica a sala de cirurgia), os atuais zeladores do lugar já viram um homem usando um jaleco branco. É o fantasma mais ativo e violento do sanatório, já que ele se manifesta batendo nas paredes ou jogando objetos.


Esse artigo foi escrito por:

                                             Nome: Lucca Ramazotti Nardone;

Idade: 15 anos;IMG-20170305-WA0141

Reside em: Santo André- Sp;


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