O Porão Amaldiçoado

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Por em 7 de fevereiro de 2017

Há alguns anos atrás, minha família decidiu passar as férias de verão em uma casa de campo alugada para ficarmos durante duas semanas.

No andar de baixo a grande casa possuía uma sala, banheiro e uma cozinha bem grande. Os quartos eram no andar superior (três quartos) e havia ainda um porão que era usado apenas como depósito de coisas velhas contendo    moveis antigos, ferramentas outras coisas com pouca importância.

O primeiro dia nesta foi um dia muito tranqüilo: passeamos pela cidade, voltamos de tardezinha, fizemos um delicioso jantar, brincamos e dormimos todos esgotados pelas grandes atividades do dia.

Na segunda noite algo de muito estranho aconteceu: fomos acordados no meio da noite chuvosa por um grito terrível vindo do quarto da minha irmã. Meu pai acordou muito assustado e foi La correndo ver o que aconteceu,  quando chegou no quarto encontrou minha irmã sentada na cama gritando e chorando muito. Meu pai se sentou ao seu lado, a abraçou e perguntou o que havia ocorrido.

Ela em estado de choque contou que tinha acordado sentindo um cheiro horrível. Quando ela abriu os olhos disse ter visto o quarto inteiro encharcado de sangue, as paredes possuíam marcas de mãos e pés, o liquido vermelho escorria pelas paredes e havia respingos por todos os lados fora o frio que estava no local.

Todos haviam pensaram que havia sido apenas um pesadelo, porém minha irmã ficou com tanto medo que recusou dormir novamente naquele cômodo e acabou se mudando para o quarto dos meus pais até o final das férias.

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Em outro dia minha mãe estava fazendo o almoço, enquanto meu pai estava fora resolvendo alguns problemas, e nós explorávamos o porão, examinando cada coisa velha que achávamos por lá. Até que ouvimos um estalo e a luz apagou nos deixando na escuridão na hora entramos em estado de choque. Apesar de ser dia, o lugar ficava quase todo escuro iluminado apenas por uma claridade que vinha do andar superior, nos permitindo ver apenas as velhas paredes.

Sem claridade aquele porão era assustador, nós estávamos paralisados e sem saber direito o que fazer. De repente um mau cheiro começou a invadir nossos narizes, me fazendo sentir náuseas… Era cheiro de carne podre, como se houvesse algum animal morto por ali.

Um barulho veio de um canto escuro, parecia que algo se arrastava pelo chão com se fosse alguém se arrastando. Eu e minha irmã gritamos e saímos correndo em direção a porta. Subimos a escada e lá embaixo podíamos ouvir algo como se tivesse arranhando o chão, o cheiro de podridão aumentava e a porta não queria abrir. Nós batíamos na porta e gritávamos sem parar, até que minha mãe a abriu com cara de assustada.

Contamos o que havia acontecido: a escuridão, sobre o cheiro de coisa podre e da coisa que se arrastava pelo chão. Ela prontamente disse que estávamos impressionados pelo lugar antigo e que desceria até lá e substituiria a lâmpada, que provavelmente estaria queimada.

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Apreensivos ficamos no topo da escada enquanto minha mãe descia para o porão com uma lâmpada e uma lanterna nas mãos, o tempo que ela ficou lá embaixo pareceu uma eternidade e já estávamos pensando que havia acontecido algo. De repente ela surgiu da escuridão subindo os degraus correndo, fechou a porta do porão e sentou-se em uma cadeira. Seu rosto estava branco e seus olhos arregalados de medo.

– Eu não quero que vocês desçam até lá novamente. – disse ela em voz alta, quase gritando.

Em seguida pegou o celular e foi para a sala onde ligou para policia. Nós ouvimos ela falando que havia visto alguém no porão. Enquanto esperávamos a policia, ficamos todos juntos, olhando assustados para a porta que ia para o andar inferior, receosos que a qualquer momento, alguma coisa saísse de lá. Nossa mãe recusou a dizer o que tinha visto lá embaixo e já estávamos com raiva.

Quando a policia chegou, nossa mãe os recebeu e os chamou para entrar na casa. Chegou até a porta do porão, a destrancou e eles desceram até a escuridão, empunhando lanternas e as armas em punho. Ficaram por um longo tempo procurando, mas não encontraram nada. O mais curioso é que não havia outra forma de sair lá debaixo, pois o porão não tinha outras portas ou janelas então ficamos com mais medo ainda.

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Assim que os policiais saíram, minha mãe contou o que havia visto lá no porão: ela estava rosqueando a lâmpada no bocal quando começou a sentir o cheiro horrível que havíamos descrito para ela, quase em seguida passou a ouvir ruídos. Então ela apontou a lanterna por todos os cantos até que avistou algo entre um móvel antigo e a parede.

Era um homem agachado, suas roupas estavam rasgadas, seus cabelos eram compridos e desgrenhados, seu rosto estava todo distorcido, como se estive com uma expressão de ódio e um grande sorriso de psicopata. Assim que a luz da lanterna apontou em seu rosto, minha mãe viu seus olhos vermelhos e então ele fez um movimento para o lado, desaparecendo por entre as coisas velhas que haviam por lá. Neste instante minha mãe deixou a lanterna cair de suas mãos e saiu correndo.

Depois disso, tivemos que ficar mais aquela noite na casa. Trancamos a porta do porão e colocamos algumas cadeiras na frente. Todos dormiram no quarto de meus pais com a porta bem trancada. Nossas férias acabaram mais cedo e no dia seguinte, fomos embora para nunca mais voltar para essa casa de campo almadiçoada.

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