A Entidade

A Entidade

Por em 21 de janeiro de 2017

 

creepy

Eu sempre desafiei o sobrenatural e nunca vi nada de impressionante acontecer até…

***

Eu sou Júlio e faço parte de um grupo seleto de seguidores de satã, tenho 16 anos e outra, nunca acreditei muito nas doutrinas religiosas do mundo e o objetivo pelo qual fiz parte dos seguidores de satã foi especialmente para um único objetivo “Conhecimento”.

A religião luciferiana é uma religião séria, os praticantes têm como base figurativa o próprio Lucífer e dividem-se desta forma: luciferianismo tradicional ou teístas (Vendo lucífer como um ser físico) e também tem o luciferianismo simbólico ou agnóstico (crença em Lúcifer como um símbolo de luz, conhecimento, crescimento individual e auto-aperfeiçoamento).

Eu achava o máximo aprender com os mais sábios, participava de todos os cultos e celebrações afim de conhecer mais afundo todos os métodos científicos que lá eram fortemente defendidos e incentivado.

Em uma noite qualquer estava eu voltado de uma celebração e me vi sendo acompanhado por alguns membros da organização, eram seis no total, como é de costume todos estávamos usando capas vermelhas e isso dificultava ainda mais o reconhecimento, um dos membros grita o meu nome – Júlio? – Eu paro e olho para traz com certa desconfiança – Quem é você? – Eu sou Isaque e esses são meu amigo, nós estávamos procurando um sétimo membro para fazer um ritual, vimos você passando e decidimos pedir sua permissão, poderia nos ajudar? – Vocês sabem que eu não acredito muito nessas coisas de magia sei lá o que seja, eu só me interesso pelo ramo cientifica na qual a igreja me proporciona – Tudo bem Júlio, não é necessário acreditar só nos acompanhe.

Eu fiquei meio inseguro com esta abordagem de Isaque e um pouco perplexo, já passava das 2h:00 e a noite ecoava, as trevas cresciam conforme as horas foram passando uma noite perfeita por sinal, eu não queria recusar e estava bastante curioso para ver o que ia dá então eu disse – Tudo bem Isaque, vou ajudar vocês.

Isaque sorriu, e disse – Júlio precisamos ir a um cemitério e não podemos mais perder tempo. Eu já acostumado a ir a cemitérios não achei estranho o pedido e simplesmente respondi – Ok!

Chegando ao cemitério Isaque começa a me explicar o seu objetivo – Júlio é o seguinte, chamamos você aqui para nos ajudar com um ritual, chama-se ritual de desbloqueio para ver entidades.

Olhei fixamente para os olhos de Isaque e revirei os olhos, então Isaque me olha e diz – Eu sei que você não acredita, por isso trouxemos você para que testemunhe o poder do nosso mestre.

Eu já meio inquieto e sabia que isso não iria funcionar, eu já havia presenciado muitos fracassos, fiquei quieto e já com uma expressão tediosa continuei ouvindo Isaque.

– Júlio, existe uma serie de “bloqueios” e “travas” tanto no subconsciente como no consciente humano que impossibilitam que vejamos ou sentimos alguns fenômenos que acontecem durante os rituais que praticamos. Com o tempo e com a evolução eles vão se extinguindo, mas quando se trata de um iniciante na magia como nós sete isto é latente e é uma barreira que devemos superar. Neste ponto interromper Isaque.

– Espere Isaque eu não vou participar dessa merda, eu sei que vai falhar – Calma Júlio, só escute! Algum tempo atrás um iniciante me pediu para tentar retirar alguns de seus “bloqueios” conscientes, para que pudesse enxergar e sentir o que acontece através de um ritual, porém naquela época eu não tinha conhecimento e agora eu o farei com a ajuda de vocês.

Eu não estava acreditando em nada no que o Isaque estava falando, eu tinha uma certeza maior que aquela baboseira toda ia falhar, mas eu vi que Isaque estava determinado então ele continuou,

– Todos aqui sabem que eu segui à risca tudo o que tinha lá nas inscrições do ritual, não comi carne vermelha, não fiz sexo, e nem esperdicei energia vital (sêmen) nesses três últimos dias, e tem mais uma coisa todos devem ficar em silencio quando eu estiver pronunciando as palavras, Tim, Felipe, Carlos, Hugo e Maria já fizeram sua parte no ritual três dias atrás então eles só estão aqui para me observar.

Eu fiquei curioso sobre o que os outros membros ali presentes fizeram, então sem rodeios fiz a minha pergunta direta,

– Isaque o que eles fizeram nestes três dias atrás?

– Bom, Júlio eles esconderam os materiais que constava lá nas inscrições do ritual, lá tinha seis velas pretas, uma pemba vermelha, um litro de cachaça, e uma porção de óleo, eles esconderam tudo aqui no cemitério e é um procedimento importante para que o ritual funcione.

Tudo aquilo não era novidade para me, afinal até eu já havia feito oferendas várias vezes em favor da nossa cultura.

***

 

Exatamente as 3h00 da madrugada Isaque iniciou o procedimento, ele pegou a pemba vermelha e desenhou um pentagrama com uma cruz invertida no meio e em cada umas das pontas da estrela ele colocou uma vela preta, depois ele pegou a garrafa de cachaça e molhou o desenho, após ter feito isto o mesmo ficou ao centro da estrela de joelhos.

 

Isaque então começou a pronunciar – Presto louvores e honrarias a todas entidades presentes e eu venho exaltar e engrandecer todos os demônios que operam neste local, que minha voz ecoe no plano espiritual afim de que as setas que atuam neste horário e neste território sejam louvados e engrandecidas, escutem meu clamor e em nome de satã e o do grande adversário (Deus).

Após Isaque pronunciar tais palavras o mesmo ficou em silencio por alguns minutos. Isaque abaixou a cabeça e começou a grunhir alguma coisa, eu não conseguir entender e os amigos de Isaque começaram a ficar com medo da situação e tentaram se aproximar, Isaque estava tendo um ataque algum tipo de convulsão não sei. Eu me aproximei de Isaque e toquei em suas costas, sentir o corpo dele vibrar em sinal de repulsa ao meu toque e estava muito quente, imediatamente eu me afastei e perguntei – Isaque você está bem?,

E alguma coisa respondeu e eu sentir que não era Isaque – Isaque? Hahahaha quem você está chamando meu jovem?

 

Fiquei chocado e sabia que alguma coisa possuiu o corpo do Isaque, sabíamos que não era ele, a voz estava mudada e parecia que muitos falavam ao mesmo tempo como um coral. Em um surto de pânico os amigos de Isaque começaram a entrar a correr dentro do cemitério desesperados.

A coisa começou a rir, e era bem rápido para um humano normal, ele segurou o pescoço do Tim e jogou a cabeça dele contra a lápide, no mesmo instante a cabeça do Tim estourou por causa da tamanha força. Eu fiquei horrorizado com aquela cena e cair de joelhos no chão… O próximo foi Felipe e Maria, eles tinham se escondido dentro de um mausoléu, aquela criatura estava ainda mais implacável, rompeu a grade do mausoléu com uma única mão e entrou, eu só conseguir ouvir os gritos dos dois lá dentro.

Eu ainda estava estarrecido com a situação que eu mesmo me encontrava, não tinha ideia que a invocação do sobrenatural podia realmente dá certo, e agora eu sabia que “Tudo” era verdade, porém não sei se vou sair vivo para lembrar.

Carlos e Hugo foram os próximos eles já estavam perto do muro, a criatura saiu de dentro do mausoléu com risos, parecia que eram muitos rindo ao mesmo tempo, então a criatura correu numa velocidade incrível em direção aos dois, aquela coisa agarrou a cabeça daqueles pobres rapazes e esfregou ambas na parede com força e sem nenhum ressentimento ou recusa.

Eu sabia que era o próximo, a criatura veio em minha direção com passos serenos e com o traje todo ensanguentados, eu estava parado olhando para a criatura com os pensamentos confusos e o meu corpo estava tremendo prevendo o pior. Aquela coisa veio em minha direção e se ajoelhou também encostando seus lábios no meu ouvido esquerdo e dizendo – Agora você sabe não é Júlio, nós existimos e vamos sempre existir, nosso mestre nos mandou aqui para pegar vocês. Quer saber nosso nome? Ah é você não está em condições de falar conosco, mesmo assim vou dizer, nosso nome é “Legião”.

Senti meu corpo frio ao toque daquela coisa, mas eu sabia o que estava por vir, no meu tórax sentir um aperto, eu não sentia dor, tudo estava ficando frio e notei que a criatura se afastava de me com algum em suas mãos que se mexia, então ele disse – Meu mestre reivindica suas almas hoje.

Neste instante entendi o que ele estava segurando naquele momento, e era o meu coração.


Ω Autor Ω


  • 68950f3e-c81d-4756-92d6-1ffb0a74a8cfNome: Luciano

  • Idade: 21 anos

  • Estado: Bahia

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